IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA ESTUDANTES NEURODIVERGENTES NA ESCOLA COMUM: barreiras operacionais, condições institucionais e critérios de efetividade
Autores
anagessicadossantos749@gmail.com
0009-0000-4899-636X
Resumo
Objeto de estudo: este artigo examinou a implementação da educação inclusiva para estudantes neurodivergentes na escola comum, com ênfase em barreiras operacionais, condições institucionais e organização de apoios que condicionaram a efetividade da inclusão. Objetivo: analisar como exigências normativas e diretrizes educacionais se relacionaram a práticas e rotinas escolares capazes de sustentar participação e aprendizagem, evitando que a inclusão se reduzisse à matrícula. Metodologia: realizou-se pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica e documental, com leitura analítica e categorização temática de instrumentos normativos, relatórios oficiais e estudos empíricos recentes, conforme procedimentos de pesquisa documental e bibliográfica. Resultados: identificaram-se três eixos críticos: (i) docência como variável operacional, fortemente influenciada por formação e suporte; (ii) organização escolar como condição de continuidade, com destaque para fluxos de apoio, registro e acompanhamento; e (iii) integração entre ensino comum e apoios especializados como requisito de efetividade, com limitação quando o suporte operou de forma paralela ao currículo. Discussão: os achados foram interpretados como evidência de que a inclusão depende de capacidade institucional e governança, em linha com compromissos internacionais e com a necessidade de monitoramento para além do acesso formal. Considerações finais: concluiu-se que a inclusão efetiva exigiu processos estáveis, responsabilidades distribuídas e mecanismos de acompanhamento orientados à participação e à aprendizagem, reduzindo improviso e precariedade pedagógica.